
- Discutindo sobre museus com um amigo recentemente nos levou a um ponto curioso, os museus brasileiros estão preparadados para os novos caminhos que a museologia brasileira segue? A polícia continua investigando, mas ainda não sabe quem roubou o quadro Enterro, do pintor brasileiro Cândido Portinari, a alguns meses; e sabemos que quanto mais o tempo passa, menores as possibilidades da obra ser localizada, sem dúvida mais um vergonhoso furto de obra de arte de valor inestimável. O quadro estava no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Olinda, e pode ter sido levado por um dos visitantes, enquanto o museu estava aberto.
A pintura está avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão. Um quadro valioso e de grande importância cultural guardado em um museu com poucos vigilantes e sem câmeras para monitorar quem frequenta as salas. Essa segurança frágil que se repete em outros museus de magistral importancia pelo Brasil todo.
O roubo de uma obra do MAC chamou a atenção das pessoas para a falta de segurança nos principais acervos culturais do Estado. Não houve arrombamento. Pelo que foi investigado, alguém entrou como visitante e levou o quadro de Portinari. A tela, de 1959, foi retirada da moldura, que o ladrão ainda teve tempo de esconder atrás de uma janela. O MAC não possui câmeras e, desde o que aconteceu, está fechado, porque a direção do museu decidiu só reabrir quando a vigilância for reforçada